A promoção e defesa dos direitos de crianças e jovens dizem respeito à universalidade do acesso e qualidade dos direitos, com especial atenção aos mais vulneráveis e suas necessidades específicas. Essa promoção e defesa é considerada eixo estratégico do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente, apresentando-se de maneira transversal e intersetorial, articulando todas as políticas públicas sociais e setoriais e integrando suas ações.

O Grupo Marista, alinhado ao marco legal nacional e às diretrizes internacionais, busca garantir os direitos humanos, indispensáveis à dignidade e ao desenvolvimento das infâncias, adolescências e juventudes. Atua para fortalecer os sujeitos enquanto cidadãos plenos, contribuindo para garantir sua participação na sociedade.

A proposta do Evangelho não consiste só numa relação pessoal com Deus: “A experiência cristã tende a provocar consequências sociais” (Evangelii Gaudium, n. 180). De sorte que, a incidência cristã em espaços políticos assume hoje importância estratégica. No âmbito global, a Rede Marista de Solidariedade do Grupo Marista articula-se com a FMSI (Fundação Marista para a Solidariedade Internacional), que realiza incidência nos comitês e comissões de Direitos Humanos da ONU. No âmbito nacional e continental, busca alargar a tenda de promoção e defesa dos direitos das infâncias e das juventudes, articulando a ação local – por meio do atendimento com e nas comunidades, buscando a intervenção em questões emergentes e/ou intrínsecas que afetam aquelas realidades – e a global, ao incidir e repercutir de forma qualificada nos espaços nacionais e internacionais, provocando discussões de temas mais amplos (Diretrizes e Direcionamentos para a Rede Marista de Solidariedade).

A promoção dos direitos contempla as ações que contribuem para a prevalência dos direitos humanos. Nessa perspectiva, envolve diferentes atores e setores da sociedade que atuam com foco nas crianças e jovens, suas famílias e comunidades. A promoção dos direitos fundamentais aprofunda a reflexão-ação sobre diversos paradigmas éticos e políticos dos direitos humanos, tais como a universalidade dos direitos, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho, o pluralismo cultural e político, a não discriminação, a participação, a proteção especial diante das violações de direito, a garantia à sobrevivência e ao desenvolvimento, a prevalência do superior interesse infanto-juvenil, entre outros preconizados em documentos normativos internacionais e nacionais.