Maria é o modelo do ser e do agir Marista. Dando-nos o nome de Maria, Padre Champagnat quis que vivêssemos do seu espírito. Convencido de que ela fez tudo entre nós, chamava-a Recurso Habitual, Primeira Superiora e Boa Mãe. Contemplamos a vida de nossa Mãe como a perfeita discípula de Cristo (Constituições e Estatutos, n. 4). Assim, ao tornar Jesus Cristo conhecido e amado, o fazemos do jeito de Maria. Ela nos ensina a estar efetivamente próximos das crianças e dos jovens; a proclamar de maneira corajosa e profética a preferência de Deus pelos pequenos; a desenvolver as características de afeição e ternura em nossas relações.

Chamados a construir o “rosto mariano da Igreja”, cabe-nos hoje manifestar original e específica a presença de Maria na vida da Igreja e dos homens, desenvolvendo para isso uma atitude mariana, que se caracteriza por uma disponibilidade alegre às chamadas do Espírito Santo, por uma confiança inquebrantável na Palavra do Senhor, por um caminhar espiritual em relação aos diferentes mistérios da vida de Cristo, e por uma atenção maternal às necessidades e aos sofrimentos dos homens, especialmente dos mais simples (Ir. Emili Turú). A espiritualidade e apostolado marista confere esse “rosto mariano” à pluralidade de espiritualidades da Igreja.

Maria foi o primeiro membro da comunidade cristã, além do que, se faz colaboradora no renascimento espiritual dos discípulos. Sua figura de mulher livre e forte emerge do Evangelho conscientemente orientada para o verdadeiro seguimento de Cristo. Ela viveu completamente toda a peregrinação da fé como mãe de Cristo e depois como mãe dos discípulos, sem estar livre da incompreensão e da busca constante do projeto do Pai (Documento de Aparecida, n. 266).