Há pessoas que têm a sensibilidade de olhar para dentro de si e compreender os chamados de Deus e os sinais da vida para realizar grandes obras. A venezuelana Peggy Vivas é uma delas. Deus mostrou a ela que era possível dar a sua contribuição para o mundo, auxiliando na educação de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade.

Peggy é Leiga da Província Norandina, que reúne Maristas da Venezuela, Equador e Colômbia. Atualmente ela está no Brasil fazendo uma experiência de voluntariado Ad Gentes no Grupo Marista. Sua história no voluntariado já é longa, apesar da sua pouca idade. Desde que conheceu os Maristas e começou a participar do REMAR, “a PJM da Venezuela” na cidade de Maracaibo, sabia que seu destino era a Missão de Champagnat. Os sete anos em que participou do grupo de jovens foram fundamentais para a sua vocação de Leiga Marista missionária. “Foi um período formativo, mas também de gestos concretos; nós fazíamos trabalhos em hospitais, em comunidades em vulnerabilidade e também éramos catequistas em obras sociais”, afirma.

Peggy fazia todas essas atividades com o coração aquecido e a vontade de agir como Marcelino. Com o “santo educador”, ela aprendeu a ser servidora, a viver do jeito de Maria e a enfrentar dificuldades de maneira firme. De Marcelino vem toda a sua força. “No pós-Revolução Francesa, ele teve o olhar atento às crianças que não tinham estudo e não conheciam Deus”. É esse olhar que ela tenta desenvolver em todos os lugares onde atua.

No Grupo Marista, foi presença significativa na vida dos jovens da PUCPR. Contribuiu na Pastoral da universidade, organizando formações para o voluntariado, atuando com os acadêmicos no PUC Solidária e na Missão Henri Vergès, e articulando gestos concretos em comunidades.Além disso, atuou no Centro Social Marista Ir. Henri, na Fazenda Rio Grande (PR). Na unidade, Peggy trabalhou com as crianças em projetos de incentivo à leitura e escrita e na PJM. Ela ficou muito satisfeita com o trabalho que realizou por aqui. “Para mim, a experiência foi muito enriquecedora, pois aprendi novos jeitos de ser Marista”, diz. De acordo com a voluntária, as obras do Brasil são diferentes das da Venezuela. Aqui são quatro áreas de atuação: educação, saúde, comunicação e solidariedade. Lá são somente duas: educação e solidariedade.

Outra diferença é que no Brasil há um grande investimento na Pastoral tanto de recursos quanto de pessoas. “Aqui vocês têm pessoas contratadas dedicadas à Pastoral e lá o trabalho é mais voluntário; aqui cada pastoralista tem um computador e lá nós temos um computador por unidade”, explica. O voluntariado Ad Gentes exige que o voluntário seja flexível e tolerante às diferenças culturais. Existem algumas dificuldades, como o idioma. Segundo suas palavras, “Às vezes eu digo as coisas e as pessoas não compreendem e às vezes elas dizem algo e eu não compreendo.

Peggy foi acolhida na Residência Marista Henri Vergès, dos Irmãos da Fazenda Rio Grande, e está muito feliz de poder partilhar a vida e a Missão com eles. “Estou me sentindo em família aqui no Brasil”, diz. De acordo com ela, a relação com os Irmãos aqui é bem parecida com a que tinha com eles na Venezuela. Não havia aquela falsa ideia de que só os Irmãos sabiam como fazer as coisas. Lá, Irmãos e Leigos vivem em comunhão. Peggy afirma que encontrar outra Missão Marista com esses mesmos valores e características é muito interessante. Para ela, é viver a mesma Missão em outro contexto e mesmo assim se sentir em família.

Do Brasil, Peggy vai levar o aprendizado da acolhida, principalmente àqueles com realidade muito difícil, crianças e jovens que estão em situação de vulnerabilidade. “Aqui vocês aceitam as pessoas como elas são e fazem de tudo para que encontrem o seu lugar no mundo”, explica. A experiência de Peggy no Brasil começou no dia 21 de março de 2015 e está programada para ser finalizada em 2016. Mas a sua proposta de vida no voluntariado não acaba por aí. Quando saiu da Venezuela, ela se propôs a ficar três anos em Missão. Assim que o trabalho acabar no Brasil, vai procurar outro lugar para dar a sua contribuição, atendendo aos apelos do Instituto quanto à internacionalidade da Missão Marista.

Dicas para o Voluntariado Ad Gentes

Confira abaixo dicas de Peggy para quem deseja fazer uma experiência de Voluntariado Ad Gentes.

Arriscar!

É preciso perder o medo do novo e estar preparado para viver em um lugar estranho, inserido em uma cultura diferente da sua.

Olhar para dentro de si

É necessária uma escuta interior e transcendente, ou seja, se perguntar: “O que Deus quer de mim?”.

Desapego

É preciso treinar o desapego da sua cultura; deixar algumas coisas de lado para que outras entrem na sua vida.

Programa de Voluntariado Ad Gentes e Social para a Missão Marista

Mais informações: (41) 3271-6422
voluntariado@solmarista.org.br
YouTube: Voluntariado Grupo Marista
Linked In: Voluntariado Grupo Marista