O Rio Gier é um grande símbolo Marista. Às margens daquelas águas nasce a Casa Mãe de L’Hermitage pelas mãos de Marcelino Champagnat e dos primeiros Irmãos. A fluidez de sua corrente é inspiradora e traz uma reflexão sobre a vivência da nossa espiritualidade. Somos constantemente tocados pelos ensinamentos de nosso fundador. Mas, muitas vezes, acabamos não vivenciando na prática o que aprendemos.

No Grupo Marista somos incentivados a nos tornarmos rios de água viva, jorrando coisas boas nas dimensões pessoais, comunitárias e apostólicas da nossa existência. Compreendendo que o trabalho realizado nas quatro áreas de atuação é como o Gier, pequeno em seu nascimento, mas que desemboca no grande rio da obra Marista, daremos outro valor às nossas relações com o trabalho. Modestamente nutrimos e levamos adiante o legado de Champagnat, dando vida a tudo que está a nossa volta.

“O Rio Gier passa pela propriedade onde São Marcelino Champagnat, quebrando o rochedo, construiu o imponente prédio de L’hermitage. É um rio de água límpida, fria, que corre sobre pedras negras, tem cinco a seis m etros de largura. Ele dá vida a esse vale cuja água é utilizada para regar a horta e o pomar. Em suas águas, São Marcelino Champagnat e os primeiros Irmãos, nas frias manhãs, lavavam o rosto. Há relatos de que no tempo de São Marcelino Champagnat, as cheias do Gier invadiam o primeiro piso da casa L’hermitage. Mais acima foi construída uma barragem para controlar as cheias. Atualmente o rio está murado com paredes de uns dois metros de altura. O vale do L’Hermitage é muito silencioso e à noite ouve-se o leve ruído da correnteza das águas do Gier. É canção de ninar.”