Desenvolvido em Aleppo, cidade ao norte da Síria com dois milhões de habitantes, o trabalho dos Maristas Azuis, como são conhecidos, busca acolher as famílias refugiadas da guerra e em situação de pobreza extrema, prestando assistência médica, alimentar e educacional.

Os Maristas Azuis desenvolvem vários projetos com a população de Aleppo para resgatar a dignidade e dar esperança aos que sofrem com a guerra.

Cerca de 800 famílias já recebem a cesta, uma ajuda mensal composta por uma cesta alimentar, uma sanitária e a assinatura de um ampère para os geradores privados que “complementam” a eletricidade oficial, que já não é fornecida. Na Páscoa, cada família recebeu um vale para comprar um quilo de carne, gênero que se tornou muito caro às pessoas atendidas.

Os Irmãos Maristas na Síria também já conseguiram acolher 150 famílias em pequenos apartamentos, algumas, por até três anos. Roupas, colchões, cobertores, recipientes de água e utensílios de cozinha são fornecidos quando há necessidade. Uma refeição quente é distribuída a cada almoço para 550 pessoas.

Água e saúde

A interrupção total da água levou os Maristas Azuis a criarem o projeto Tenho Sede. Nele, são enchidos reservatórios de 250 a 500 litros para uso das famílias. Já o Projeto Médico dos Maristas Azuis ajuda famílias a pagarem consultas, radiografias e exames de laboratório, além de tratamentos e cirurgias. Cerca de 100 procedimentos médicos são financiados pelo projeto a cada mês.

Crianças e adolescentes

O projeto Gota de Leite distribui mensalmente leite em pó a 2,7 mil crianças de 1 a 10 anos e leite para 275 bebês com menos de um ano, que não são aleitados por suas mães.

Em breve, será iniciado o projeto Os Maristas Azuis para a erradicação do analfabetismo, com o Aprender a Crescer – para crianças de 3 a 6 anos – e o Eu quero aprender – voltado para crianças de 6 a 13 anos.

Sobre a situação na Síria

O país passa por uma situação crítica de guerra civil, na qual governo, rebeldes e grupos terroristas como o Estado Islâmico enfrentam-se diariamente pela (re)tomada de territórios e manutenção do poder. A população é a que mais sofre neste processo: centenas de milhares de refugiados sírios tentam encontrar asilo em países europeus, alguns dos quais já estão fechando suas fronteiras. Quem fica na Síria é obrigado a viver diariamente o horror da guerra: medo, explosões, falta de água, luz e comida.

Como eu posso ajudar

Segundo Nabil Antaki, “nós, Maristas Azuis, somos reconhecidos como uma associação de solidariedade em vez de organização humanitária. O motivo disso é que ‘beneficiários’ não são números sobre listas, não são seres virtuais a alimentar, a abrigar e a cuidar. Cada sírio e síria atendido tem um nome, e por trás desse nome há um rosto, uma pessoa humana com seu passado, muitas vezes infeliz ou enlutado, seus dramas, seus sofrimentos, seus sonhos desfeitos, seu futuro hipotético. Há uma pessoa que também tem desejos e projetos. Nós queremos estabelecer com eles uma relação que lhes permita guardar, apesar de tudo, sua dignidade, sua humanidade e uma certa esperança”.

No site Champagnat.org, você pode ler na íntegra a carta escrita pelos Maristas Azuis que descreve todos os outros projetos desenvolvidos em Aleppo.

Além disso, foi criada uma petição online, compartilhada pelo Superior-Geral, Emili Turú. Assine a petição, manifeste seu apoio à causa e compartilhe para outras pessoas a atuação solidária Marista no Brasil, na Síria e no mundo.