De 4 a 10 de fevereiro de 2018, os representantes das comunidades maristas e das obras apostólicas da República Democrática do Congo e da República Centro-Africana reuniram-se em Rubavu (Ruanda), para continuar o estudo do Projeto de Sustentabilidade para a Missão. O Seminário reuniu Irmãos e colaboradores leigos.

Também estiveram presentes os irmãos Libardo Garzón, Ecônomo Geral; Teófilo Minga, tradutor; Jorge Gaio, Ecônomo provincial do Brasil Centro Sul; dois leigos brasileiros, especialistas em finanças, Masimo Dirksen Della Justina e June Alisson Westarb Cruz.

Tudo começou com uma cerimônia de boas-vindas. O título do Seminário foi “Sustentabilidade da Missão Marista na África e na Ásia”. O Irmão Libardo, Ecónomo Geral deu uma palestra na qual enfatizou a necessidade do Projeto de Sustentabilidade para a Missão. Em seu discurso, ele mostrou que o objetivo deste projeto é assegurar que os recursos estejam a serviço da missão de todo o Instituto porque somos chamados a viver como uma família global. Para fazer isso, ele apontou o perigo associado ao uso míope de nossos recursos, à falta de transparência, mas também à falta de formação adequada e ética profissional; são obstáculos que podem diminuir o nosso impulso para uma família global.

Os participantes trabalharam gradualmente as diferentes matrizes apresentadas. A Matriz 6 despertou um diálogo mais aprofundado porque tocava diretamente a realidade financeira de cada comunidade e trabalho apostólico. Houve discussão em grupo e apresentação à assembleia.

Existe a parte teórica e a parte prática. A teoria era identificar a instituição, seu propósito, seus parceiros, sua fonte de renda e suas diferentes áreas de despesa. A parte prática dizia respeito aos detalhes numéricos das receitas e despesas do ano passado e do ano em curso. Apareceram muitos paradoxos que foram criados e criticados de forma construtiva.

A análise das matrizes 8 e 9 consistiu em levar o projeto de volta ao nível das instituições maristas. Trata-se de identificar pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças para cada instituição e, em seguida, criar um projeto para o desenvolvimento da instituição em particular. Isso é feito em grupos e depois apresentado à assembleia para as observações necessárias. O exercício foi realmente construtivo e enriquecedor porque todos aprenderam uns com os outros.

Este Seminário é único, pois abre os horizontes para uma nova maneira de gerenciar os recursos. Os participantes ficaram muito satisfeitos com o Seminário. Era possível ver em cada face a alegria de ter aprendido muito durante estes 7 dias. Todos ficaram com a intuição de que é possível olhar para o futuro com muito otimismo.

Na noite de 9 de fevereiro, houve uma cerimônia de encerramento. Em seu discurso, o Irmão Provincial agradeceu ao Irmão Libardo por sua contribuição nas despesas relacionadas a este Seminário. Ele também agradeceu os facilitadores, lembrando os participantes da necessidade de implementar as instruções recebidas para uma sã gestão dos recursos.

O Seminário terminou sábado 10 de fevereiro às 11:00 com dois discursos. O Irmão Libardo enfatizou o espírito do sentimento de pertença ao instituto. Por outro lado, o Irmão Provincial criticou o perigo da perda de certos valores maristas, como o trabalho manual e a virtude da humildade.