A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) comemora o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência (03 de dezembro) com a contratação de quatro paratletas de natação. Além de contar com acompanhamento dos cursos de fisioterapia e psicologia e ter a infraestrutura da Universidade à disposição, a rotina dos quatro nadadores tem ainda treinos diários e avaliações a cada seis semanas. A Instituição também quer incentivar a participação deles nas atividades acadêmicas dos cursos, pesquisas e investir no pós-carreira dos atletas.

O movimento vai além do incentivo ao esporte e contribui para a empregabilidade da pessoa com deficiência. A PUCPR criou o cargo de atleta especialmente para a contratação dos quatro nadadores, que passaram a integrar o quadro de colaboradores da Universidade. A ação é inovadora no cenário de inclusão no mercado de trabalho.

Segundo dados do IBGE de 2015, cerca de 6,2% dos brasileiros têm algum tipo de deficiência. Desta população, mais de 350 mil já estão inseridos no mercado de trabalho, de acordo com os dados da Rais 2013 e Caged 2014. Porém, muitos ainda buscam inclusão no mercado de trabalho.

“A PUCPR faz parte da frente de Educação Superior do Grupo Marista e tem um posicionamento de destaque no programa de inclusão do Grupo. Contratamos pessoas com deficiência pautados no talento das pessoas e na promoção do respeito às diferenças. A contratação de colaboradores desse grupo em um cargo inédito mostra como praticamos a ideia da ‘pessoa certa no lugar certo’”, relata Rafael Bonfim responsável pelos programas de Diversidade e Inclusão do Grupo Marista.

A seleção dos atletas foi feita a partir do trabalho já realizado na Universidade desde 1999 pelo professor de Educação Física da Instituição e coordenador técnico da Seleção Brasileira Paralímpica de Natação, Rui Menslin, que selecionou aqueles com melhor desempenho. “Além de valorizar o trabalho desses jovens, a contratação pela Universidade amplia a autonomia e independência dos paratletas, primordiais para que os mesmos se sintam cidadãos”, explica Menslin.

A paratleta Érica da Rosa Rodrigues é acometida da ausência congênita do antebraço e da mão esquerda e começou a nadar aos três anos por recomendação médica. Somente aos 16, porém, decidiu que queria ser atleta profissional. “Fiquei tão perto de estar nas Paralimpíadas e agora estou cada vez mais ansiosa para o ano de 2017 com novos planos e metas. Poder participar de duas competições internacionais e ter meu recorde em Berlim foram grandes realizações durante esses anos”, comemora a para-atleta.

Além de Érica, compõem a equipe os atletas Eric de Oliveira Tobera, de 21 anos, e Leonardo Beê Alenski, de 20 anos, ambos com paralisia cerebral; e Ronan Nunes Cordeiro, de 19 anos, que possui má formação congênita na mão esquerda. Todos já treinavam anteriormente com o Profº Rui em um projeto de inclusão da PUCPR.