Projeto “Brincadiquê?” lança série de vídeos sobre o direito ao brincar

Solidariedade /
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No mês em que é celebrado o Dia das Crianças e do Professor, a Rede Marista de Solidariedade, por meio do Centro Marista de Defesa da Infância, lança a série de vídeos “Brincadiquê? Pelo Direito ao Brincar”.

Com o objetivo de promover o brincar como linguagem essencial da infância, pela qual meninos e meninas se desenvolvem de forma integral, foi produzida a série que é composta por cinco vídeos com o registro de práticas da Educação Infantil e do primeiro ano do Ensino Fundamental, dos municípios contemplados pelo projeto de mesmo nome, entre 2014 e 2015, além de experiência dentro da própria Rede Marista de Solidariedade e da Rede Marista de Colégios.

Segundo Vinícius Gallon, diretor da série que atua no Centro de Defesa, os vídeos trazem problematizações e apontam alguns caminhos possíveis para a efetivação desse direito, ampliando o debate sobre o brincar na escola e outros espaços que a criança convive. “Acreditamos que com a série os diferentes atores que compõem a comunidade escolar poderão ter mais subsídios para desenvolver práticas de promoção e defesa do direito ao brincar em suas unidades. Nossa maior contribuição talvez seja em trazer realidades e territórios muito diversos, dando voz para profissionais que estão na ponta e conseguem desenvolver trabalhos incríveis, por vezes sem muitos recursos. Temos também a alegria de contar com a contribuição de especialistas muito relevantes do cenário nacional, que validam todo esse trabalho e dão base para nossa discussão”, afirma.

Os vídeos abordam os temas:Culturas infantis e a defesa do direito ao brincar na infância’; ‘O brincar como linguagem promotora de aprendizagens’; ‘Os espaçostempos para o brincar na escola’; ‘O adulto brincante e mediador de brincadeiras com as crianças’; e ‘A produção das brincadeiras e os territórios’. Honi Rubik, produtora da série que também atua no Centro de Defesa, conta que os temas foram eleitos tendo em vista contribuir com a formação de profissionais que por diversos motivos nunca tenham se aprofundado nos debates sobre a defesa do direito ao brincar. “Existem muitos documentos e outros materiais, inclusive em vídeo, que também cumprem com esse papel. No entanto, com nossa prática pudemos perceber que os tempos para formação continuada de professores assim como o acesso a materiais de qualidade nem sempre são garantidos. Por isso os vídeos se propõem a ser uma união de práticas e teorias, a fim de inspirar educadores de todo país a desenvolverem práticas pedagógicas de qualidade que visem o direito ao brincar e o desenvolvimento integral das crianças”, explica.

A arquiteta e urbanista Beatriz Goulart, o educador, professor universitário Gabriel Junqueira, o artista plástico Gandhy Piorsky, os educadores e artistas populares Leandro Medina e Nélio Spréa, as pedagogas e diretoras dos Centros Sociais Maristas Robru e Itaquera, Aline Paes e Sheila Pomilho, os assistentes sociais Marco Antonio Barbosa e Ana Cristina Silva, estão entre os especialistas presentes nos vídeos. Além da experiência de diretores e educadores das escolas municipais participantes do projeto.

A pedagoga Sheila Pomilho explica que o brincar contribui para que a criança se desenvolva integralmente, por isso a importância de garantir esse direito. “Quando a gente fala do desenvolvimento motor, físico, psicológico, social, o brincar perpassa todas essas aprendizagens das crianças”, explica.

A série de vídeos “Brincadiquê? Pelo Direito ao Brincar” e informações sobre o projeto estão disponíveis aqui.