A Arquidiocese de Curitiba e o Grupo Marista lançaram no final de maio a Pastoral do Trânsito. A iniciativa tem a finalidade de combater a violência no trânsito e atuará em três frentes: saúde, educação e vias urbanas. A primeira será conduzida no Hospital Universitário Cajuru – que atende mensalmente cerca de 600 pacientes vítimas do trânsito. Voluntários acolherão e darão suporte a familiares e pacientes durante o internamento e após a alta hospitalar.

“O projeto é uma forma de ampliar o nosso dever, como instituição filantrópica, de dedicação ao cuidado com o outro. O cuidado agora extrapola o técnico e ganha uma pastoral que cuida individualmente de cada um”, afirma o diretor-geral do Hospital Cajuru, André Garcia.

Na vertente da educação, mensagens sobre o comportamento adequado no trânsito serão transmitidas a crianças e adolescentes durante a catequese, formando novas gerações de condutores e pedestres mais conscientes. A terceira frente – nas vias urbanas – tem o objetivo de se aproximar e oferecer apoio espiritual a profissionais que trabalham no trânsito, como motoristas de ônibus, taxistas e motoboys.

“A tensão do mundo moderno faz do trânsito um espaço de mais tensão ainda. Estamos precisando de paz e é o que este projeto vai trazer. O trânsito é um lugar ótimo para desencadear paz e fraternidade, é sobre tratar o outro que eu não conheço de forma gentil e fraternal”, reforça o arcebispo de Curitiba, dom José Antônio Peruzzo.

A Pastoral do Trânsito foi idealizada por estudantes de Teologia da PUCPR e levou dois anos para sair do papel. “Por que mesmo com todas as campanhas, as pessoas continuam fazendo o que sabem que é errado? Queremos que cristão seja cristão também enquanto está no trânsito, praticando o bem no volante”, diz um dos envolvidos com o projeto, o sargento Emerson Alexandre Silva, explicando que a pastoral foi concebida depois de um intenso trabalho de pesquisas com a comunidade e órgãos oficiais de trânsito.

“Hoje, infelizmente, o trânsito mata mais que o câncer no Brasil. Somos um dos países mais violentos no trânsito e o público mais vulnerável são motociclistas jovens do sexo masculino”, completa o coordenador do curso de Teologia da PUCPR, Cesar Leandro Ribeiro.