A Comunidade Internacional Marista da Amazônia conta com uma nova configuração. No início de fevereiro (26) ocorreu a cerimônia que oficializou o início da atuação da equipe de missionários, formada pela Leiga Verónica Rubi (Argentina), que vive no local desde 2014, pelos Irmãos Isidoro Maté (Espanha) e Paul Bhatti (Paquistão) e pela também Leiga Juliana Kittel (Austrália). Estiveram presentes no evento o Provincial da Província Marista Brasil Sul-Amazônia, Ir. Inacio Etges; o Irmão Provincial de Referência da Região América Sul, Alberto Aparicio; os Irmãos de referência para as Comunidades Internacionais, Angel Medina e Jeffrey Crowe; os Irmãos Verno Weiss e Zeferino Zandonadi, além de cerca de 30 representantes de congregações religiosas e lideranças locais.
Localizada na cidade de Tabatinga, no estado do Amazonas, na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, a comunidade integra o projeto LaValla 200, lançado em 2015 pelo Governo Geral do Instituto Marista. O intuito é promover espaços para que Irmãos e Leigos/as partilhem vida, fé e missão, sendo presença evangelizadora entre crianças e jovens em situação de vulnerabilidade. Há outras cinco comunidades internacionais maristas ao redor do mundo: Cidade do Cabo (África do Sul), Siracusa (Itália), Moinesti (Romênia), Sidney (Austrália) e Nova Iorque (EUA).
Juliana Kittel se diz muito feliz pela experiência. Segundo ela, o desejo de atuar como voluntária fora da Austrália surgiu quando trabalhou na Fundação Marista de Solidariedade Internacional (FMSI), em Genebra, onde aprofundou conhecimentos sobre proteção dos direitos de crianças. “Durante todo o tempo em que estive lá, quis trabalhar com voluntariado nas periferias do outro país. Achei um trabalho muito inspirador”, revela. Da mesma forma, Verónica Rubi salienta que a vivência em comunidade é muito importante para preparar o grupo para os desafios que virão. “Estamos dispostos a caminhar juntos neste contexto intercultural. Queremos conhecer, aprender, partilhar vida e fé”, afirma. A fala do Ir. Inacio Etges segue nessa mesma linha. Ele conta que viu a equipe muito entusiasmada com o novo começo da comunidade. “Após uma preparação intensa, com cursos de idioma e enculturação, os voluntários estão muito bem preparados e atentos às realidades que os cercam”, avalia o Provincial.