A Católica de Santa Catarina em Joinville promove, em parceria com a Associação Diocesana de Promoção Social (Adipros), a segunda edição do Projeto Imigrante Cidadão – Oficinas de Português Instrumental. O objetivo é possibilitar que os imigrantes aprendam a se comunicar no país que escolheram viver, ajudando-os a conseguir um emprego, estudar e se relacionar. Os interessados devem se inscrever até o dia 4 de maio, pelo telefone (47) 3145-9755 (Núcleo de Projeto Comunitário).
São oferecidas 50 vagas. As aulas gratuitas de português começam no próximo dia 5 e acontecem sempre aos sábados, das 13h30min às 17h, na Paróquia São Paulo Apóstolo, no Bairro Comasa. Os encontros serão realizados até a primeira quinzena de dezembro e ministrados pela professora da Católica SC Glaci Gurgacz, graduada em Letras Português/Francês, especialista em Leitura e Produção de Texto, mestre em Ciências da Linguagem e doutora em Literatura.
Serão desenvolvidas atividades de conversação e também teóricas de português, para facilitar a aprendizagem do idioma. Os participantes também irão aprender sobre cultura brasileira, direitos do trabalhador e outras temáticas essenciais para o dia a dia. Auxiliarão no desenvolvimento do conteúdo os acadêmicos que participam do Projeto Comunitário – componente curricular que prevê que os estudantes cumpram 30 horas de participação em atividades sociais.
A primeira edição do curso ocorreu em 2016. A coordenadora do Projeto Comunitário, Ana Paula Fliegner dos Santos, comenta que experiência ajudou a resgatar a autoestima dos imigrantes. “Eles passaram a se sentir acolhidos no país que escolheram recomeçar a vida. A linguagem é uma comunicação universal, e, quando a dominamos, somos capazes de ir a qualquer lugar”, avalia.
Ana Paula destaca ainda que o resultado da capacitação foi positivo não só para os haitianos, mas, também, para os acadêmicos que participaram, pois alguns decidiram continuar dando aulas aos imigrantes por conta própria. Estimativa da Delegacia da Polícia Federal em Joinville divulgada em maio de 2015 calcula que o número de refugiados na maior cidade do Estado é de cerca de mil pessoas.
“Perceber que sua língua materna pode ser repassada para outras pessoas e que isso pode ser o pontapé de mudança na vida de tantos imigrantes é uma recompensa que não tem preço. Esse espirito de solidariedade e empatia é realmente fantástico”, destaca a coordenadora do Núcleo de Projeto Comunitário.